3º dia de Retiro: Somos transportadores de Água Viva!

BOM DIA PAI, 

Obrigada por este novo dia, obrigada porque é um dom poder começá-lo contigo, na Tua Presença, no teu Amor.

Que neste dia saibamos escutar-Te, saibamos entender que és Tu a fonte da água viva, quem nos sacia porque nos conheces e sabes o que vivemos.

Pedimos-Te por todos os participantes deste Retiro, pelas circunstâncias que cada um vive e que só Tu conheces. Que nos saibamos saber acompanhados por Ti.

A PALAVRA DE DEUS 

Jo 4, 1-30

Quando Jesus soube que chegara aos ouvidos dos fariseus que Ele conseguia mais discípulos e batizava mais do que João – embora não fosse o próprio Jesus a batizar, mas sim os seus discípulos – deixou a Judeia e voltou para a Galileia. 
Tinha de atravessar a Samaria. Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacob tinha dado ao seu filho José. Ficava ali o poço de Jacob. Então Jesus, cansado da caminhada, sentou-se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia. 
Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-me de beber.» Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Disse-lhe então a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim que sou samaritana?» É que os judeus não se dão bem com os samaritanos. Respondeu-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: ‘dá-me de beber’, tu é que lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!» 
Disse-lhe a mulher: «Senhor, não tens sequer um balde e o poço é fundo... Onde consegues, então, a água viva? Porventura és mais do que o nosso patriarca Jacob, que nos deu este poço donde beberam ele, os seus filhos e os seus rebanhos?» 
Replicou-lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede; mas, quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der há de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna.» 
Disse-lhe a mulher: «Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la.» Respondeu-lhe Jesus: «Vai, chama o teu marido e volta cá.» A mulher retorquiu-lhe: «Eu não tenho marido.» 
Declarou-lhe Jesus: «Disseste bem: ‘não tenho marido’, pois tiveste cinco e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste verdade.» 
Disse-lhe a mulher: «Senhor, vejo que és um profeta! Os nossos antepassados adoraram a Deus neste monte, e vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém.» 
Jesus declarou-lhe: «Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas chega a hora – e é já – em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. Deus é espírito; por isso, os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade.» Disse-lhe a mulher: «Eu sei que o Messias, que é chamado Cristo, está para vir. Quando vier, há de fazer-nos saber todas as coisas.» Jesus respondeu-lhe: «Sou Eu, que estou a falar contigo.» 
Nisto chegaram os seus discípulos e ficaram admirados de Ele estar a falar com uma mulher. Mas nenhum perguntou: ‘Que procuras?’, ou: ‘De que estás a falar com ela?’ 
Então a mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àquela gente: «Eia! Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz! Não será Ele o Messias?» Eles saíram da cidade e foram ter com Jesus.

PISTAS DE ORAÇÃO 

A Samaritana vai ao poço buscar água e encontra Jesus. Ele fala-lhe de uma outra água: «Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede.» 

A Samaritana chega ao poço com a sua história, as suas perguntas e as suas feridas. Mas sai de lá transformada. E há um gesto que diz tudo: ela deixa o cântaro e vai ao encontro dos outros. «Vinde ver um homem que me disse tudo quanto eu fiz. Não será Ele o Messias?»

A Samaritana não guarda para si aquilo que recebeu, mas torna-se portadora de Água Viva.

Também nós recebemos esta água. E também nós somos chamados a levá-la aos outros: àqueles que têm sede de esperança, de amor, de escuta e de dignidade.

Mas a água é também um dom concreto da criação. A água que sacia a nossa sede é a mesma água de que dependem as pessoas, os animais, as plantas e as gerações futuras.

A ecologia integral lembra-nos que tudo está ligado.

Cuidar da criação é cuidar da vida. Proteger a água é proteger os mais frágeis. Evitar o desperdício, consumir com responsabilidade e respeitar a Casa Comum são também formas concretas de amar. 

Talvez hoje Jesus nos pergunte:

Que sede existe à minha volta? 
Que posso fazer para a aliviar? 
Que “cântaro” preciso de deixar?

Senhor Jesus, 
dá-nos da Tua Água Viva e faz de nós seus transportadores.

Que saibamos levar vida onde há sede, esperança onde há desânimo, cuidado onde há indiferença.

E que as nossas palavras, as nossas escolhas e os nossos gestos sejam uma pequena fonte de vida para os outros e para a Casa Comum.

Que não guardemos a Água Viva para nós... que a levemos ao mundo!

MÚSICA PARA O DIA DE HOJE 


PROPOSTAS PARA VIVER O DIA EM ORAÇÃO 

Programar o dia para ter pelo menos 30-60min de silêncio, em oração.

Escutar a música com os olhos fechados e deixar entrar esta certeza de sermos chamados a seguir Jesus, simplesmente.

Que frases da Leitura me chamam a atenção? Porquê?

Dialogar com Jesus: como posso ser transportador da Tua Água Viva?

2º Dia: “Quem crê em Mim que sacie a sua sede” (Jo 7, 37)

Bom dia queridos Pai, Jesus, Espírito Santo

Que bom podermos começar o dia na vossa companhia! Que O Espírito Santo nos possa orientar na oração de hoje e que cada dia busquemos a fonte certa onde beber a água que nos dá a Vida. Que essa água viva que recebemos chegue também a muitos outros através de nós! 

Nossa Senhora do Rosário, acolhe os pedidos que estão no nosso coração e leva-os a Deus. Intercede junto d'Ele por cada um de nós!

A Palavra de Deus

Mt 3, 13-17

Então, veio Jesus da Galileia ao Jordão ter com João, para ser batizado por ele. João opunha-se, dizendo: «Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti, e Tu vens a mim?» Jesus, porém, respondeu-lhe: «Deixa por agora. Convém que cumpramos assim toda a justiça.» João, então, concordou.

Uma vez batizado, Jesus saiu da água e eis que se rasgaram os céus, e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele. E uma voz vinda do Céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado.» 

Jo 7, 37-39

No último dia, o mais solene da festa, Jesus, de pé, bradou: «Se alguém tem sede, venha a mim; e quem crê em mim que sacie a sua sede! Como diz a Escritura, hão de correr do seu coração rios de água viva.»

Ora Ele disse isto, referindo-se ao Espírito que iam receber os que nele acreditassem; com efeito, ainda não tinham o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.

Trecho da Homilia do Papa Leão XIV em Paris (26.09.2026)

«Se alguém tem sede, venha a mim» (Jo 7, 37). Irmãos e irmãs, a nossa comunidade sedenta volta-se para Cristo, fonte de água viva; a água que sacia e faz florescer a vida, a água do amor de Deus «derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5, 5).

O desejo de Deus habita no mais profundo do nosso coração, e nós clamamos com o salmista: «A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!» (Sl 42, 3). É o clamor de um homem, humilde e apaixonado, cuja sede mais íntima e existencial não cessa de crescer. Ora, é Jesus Cristo que, através da sua encarnação, vai ao encontro de cada homem na sua história e se lhe revela como a verdadeira fonte de água viva, capaz de aplacar a sua sede. Não se trata tanto de uma sede material, mas antes de uma sede de sentido, de verdade e de realização que habita no coração de cada um. Jesus responde a este profundo desejo de relação, de comunhão com Deus, no qual reside a plenitude da vida para sempre.

Pistas de Oração

Como se dizia no 1º dia deste retiro, estamos no rescaldo do Tempo da Criação, que terminou no dia de S. Francisco de Assis, a 4 de Outubro. Mas é um tempo que se pode viver todo o ano, é mais um estado de espírito que se traduz numa nova forma de olhar o mundo, louvando a Deus por tudo o que Ele criou, maravilhando-nos com a beleza e harmonia da criação e vivendo de forma fraterna, recebendo e espalhando a comunhão e a paz.

Acontecem milagres cada dia quando o nosso olhar é transformado pelo olhar de Jesus. Mas nem sempre nos apercebemos que a Sua intervenção é constante e decisiva, pode-se dizer mesmo, vital!

Hoje somos convidados a beber da fonte certa, aquela que nos dá a água viva. Jesus veio para nos dizer qual é e onde está essa fonte: “«Se alguém tem sede, venha a mim; e quem crê em mim que sacie a sua sede! Como diz a Escritura, hão de correr do seu coração rios de água viva.»(Jo 7, 37-38); tal como disse à Samaritana: “Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz ‘dá-me de beber’, tu é que lhe pedirias e Ele havia de dar-te água viva” (Jo 4, 10).

- Já fizemos a experiência do dom de Deus? Este dom que nos vem de nos deixarmos amar por Ele, pela presença do Seu Amor derramado no nosso coração, através do Seu mesmo Espírito que nos é dado?

Jesus precisou de fazer esta experiência do amor do Pai muitas vezes e por isso procurava o Pai na oração, na intimidade do Seu coração.

Uma das experiências possivelmente mais marcantes do reconhecimento da sua identidade como Filho de Deus, foi o momento do Seu Baptismo no Jordão, por João Baptista. Nesse momento tão especial, o Espírito desceu sobre Ele em forma de Pomba e a voz do Pai ouviu-se: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu encanto.» (Mt 3, 17). Como terá sido edificante para Jesus ouvir isto, mesmo que já o soubesse. Certamente sentiu-se fortalecido e enviado na sua missão pública de anunciar o Evangelho, que começou logo depois do Seu Baptismo.

Precisamos de reconhecer a nossa identidade de filhos muito amados de Deus, amados por um Amor verdadeiro e incondicional. Esse reconhecimento dá-nos chão, dá-nos segurança, dá-nos a nossa verdadeira identidade, dá-nos Vida.

- Onde me alicerço? Naquilo que alcancei, nos meus sucessos ou poder, no que os outros dizem ou pensam de mim? Porque isso de um dia para o outro pode mudar e aí perco a minha segurança.

Para estar segura da minha verdadeira identidade preciso do Espírito Santo. É Ele que me faz reconhecer que sou filha de Deus e mais, que me possibilita viver como tal. É Ele que me faz perceber que não sou escrava, nem devedora, nem estranha ou outra coisa qualquer, mas que sou livre e sou filha daquele que tudo criou e é Todo-Poderoso no Amor; que me faz crer que nada nem ninguém me pode separar do Seu Amor, nem pode diminuir a minha dignidade, aquilo que já me foi dado e que só não receberei se a isso renunciar. Eu, mais ninguém!

Que cena bonita é ver uma mãe ou um pai olhar com ternura e encanto para o seu filho pequeno! E que bonito é também poder olhar para mim mesma e ver esse encanto de Deus por mim! Essa é a água viva que Jesus me quer dar, que me transforma, me dá uma vida nova, que faz curar tantas feridas e dar frutos de boa qualidade, como a água que saía do Templo, do livro do Profeta Ezequiel. Uma água que não se esgota, que existiu desde sempre e é eterna.

Há águas paradas, inquinadas, que levam à morte dos seres vivos que lá habitam e há águas cristalinas e vivas onde é bom mergulhar e nos rejuvenescem!

- O que procuramos realmente na vida? Em qual destas águas queremos mergulhar e o que fazemos por isso?

Quando andamos inquietos, sem paz, quando dizemos mal, invejamos ou julgamos os outros, quando não podemos perdoar, quando somos egoístas e pensamos só no nosso prazer e bem-estar, quando não queremos ajudar ou partilhar com os mais vulneráveis, devemos perguntar-nos em que fonte andamos a beber. Os frutos que a nossa vida dá, dão-nos ideia de como estamos e a cuidar da nossa terra, a ser regados, podados, fertilizados…

Na sua homilia em Paris, no passado dia 26 de Setembro, o Papa Leão XIV dizia a este propósito: “…a água viva do Espírito Santo foi derramada em abundância e continua a dar frutos na Igreja através de missionários e testemunhas em todas as culturas e povos. Fecunda tudo o que se deixa tocar e transformar por ela para dar o seu fruto, ou seja, a santidade daqueles que adoram o verdadeiro Deus e servem os irmãos e as irmãs com generosa caridade.”

Como hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário, termino agradecendo a Maria tanto que nos dá, o seu imenso amor e companhia de Mãe atenta e generosa. Que nos ensine a acolher cada dia o Espírito de Deus, esse Amor derramado em nós, para que também do nosso coração possam correr rios de água viva para muitos.

 Os frutos da Madre Teresa de Calcutá:

"O fruto do silêncio é a oração, o fruto da oração é a fé, o fruto da fé é o amor, o fruto do amor é o serviço, o fruto do serviço é a paz."

 Música para hoje


 Propostas para viver o dia em Oração

- Guardar um tempo, à volta de 1h, para ler as propostas do dia e ficar em silêncio a rezar. Ler as leituras, fazer as perguntas a Jesus e esperar a Sua resposta. Às vezes é apenas o silêncio, mas vem carregado daquilo que não se vê à partida… há sempre frutos desse encontro.

- Perceber qual é a fonte onde procuro saciar a minha sede…sede de vida, de sentido, de alegria, de justiça, de comunhão, de paz…onde, quando e o quê ou quem sacia as minhas sedes? Quais são os frutos de beber num lado ou noutro?

- Fazer um exercício de reconhecer qual a minha identidade mais profunda…quem é o meu Pai, o meu Criador? Vivo como filha(o) de Deus? Que papel tem o Espírito Santo na minha vida? Se tem um papel activo, que frutos do Espírito experimento?

- Escolher alguém a quem levar o fruto da minha oração de hoje, seja através de um telefonema, mensagem, conversa ou encontro.

1º dia de retiro - A vida desenvolver-se-á por toda a parte

 

Bom dia, Senhor, Jesus e Maria. Queremos agradecer este tempo de oração, agradecer a vida que nos rodeia e as maravilhas de cada amanhecer. Ajuda-nos a parar para reparar nos que me rodeiam e a pôr neles um olhar de amor, reconhecendo que todos somos criaturas de Deus.

A PALAVRA DE DEUS

Ez 47, 1-12

“Conduziu-me para a entrada do templo, e eis que saía água da sua parte subterrânea, em direção ao oriente, porque o templo estava voltado para oriente. A água brotava da parte de baixo do lado direito do templo, a sul do altar. (…)

E Ele disse-me: «Viste, filho de homem?» E levou-me até à beira da torrente. Quando aí cheguei, eis que à beira da torrente havia grande quantidade de árvores, em cada uma das margens. Ele disse-me: «Esta água corre para o território oriental, desce para a Arabá e dirige-se para o mar; quando chegar ao mar, as suas águas tornar-se-ão salubres. Por onde quer que a torrente passar, todo o ser vivo que se move viverá. O peixe será muito abundante, porque aonde quer que esta água chegar, tornar-se-á salubre; e a vida desenvolver-se-á por toda a parte onde ela chegar.

Haverá pescadores nas suas margens; desde En-Guédi até En-Eglaim serão lançadas redes; haverá peixes da mesma espécie que os peixes do mar Grande, e em grande número. Mas os seus pântanos e charcos não serão saneados; serão abandonados ao sal. Ao longo da torrente, nas suas margens, crescerá toda a espécie de árvores frutíferas, cuja folhagem não murchará e cujos frutos nunca cessam: produzirão todos os meses frutos novos, porque esta água vem do santuário. Os frutos servirão de alimento, e as folhas, de remédio.»”

PISTAS DE ORAÇÃO

Iniciamos o novo ano com um retiro que parte do Tempo da Criação - um tempo que ocorre todos os anos entre 1 de setembro e 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis. Com origem na Igreja Ortodoxa, que proclamou o 1 de setembro de 1989 como o Dia de Oração pela Criação, estendeu-se a todos os católicos pela mão do Papa Francisco, em 2015.

O tema de 2026 foi “Água viva” e, a partir dele, propomos para o nosso retiro o lema “Ser água viva”. Partimos do texto bíblico do profeta Ezequiel (47, 9-12). Nesta leitura, o profeta leva-nos ao encontro da água que dá vida, que rega as terras áridas e alimenta o povo de Deus com os peixes que habitam no mar e nos rios. Enquanto lia estas palavras, pensava: que tesouro ser sustentado pelas maravilhas de Deus!

Deus criou o céu e a terra e todos os seres que vivem na água e viu que era bom. E toda a criação era o paraíso, onde todos os seres habitariam em harmonia, paz e comunhão. Mas nós corrompemos essa harmonia com o nosso egoísmo e, em vez de cuidar da criação de Deus, decidimos dominá-la e saqueá-la. E esta água viva foi poluída pelo nosso pecado e passou a provocar doenças, fome, pobreza.

O Papa Francisco alertou-nos, com a sua encíclica Laudato Si, de que é necessária uma conversão ecológica urgente na nossa vida, para a importância do cuidado pelo que é frágil e para uma ecologia integral vivida com alegria e autenticidade. É urgente contemplar a criação como dom que recebemos de Deus e maravilharmo-nos com as coisas simples da vida. Tudo está interligado, porque não existe uma água para a humanidade e uma água para a natureza, a água que dá vida flui de Deus e nenhum ser deve ser privado deste dom.

O Papa Leão XIV convida-nos a mergulhar no essencial, na construção de um mundo que promova o bem comum, a paz, o diálogo, a paciência, a justiça e o amor como caminhos para curar o planeta e a humanidade. Convida-nos à certeza de que, apesar de não cuidarmos da sua criação, Deus não se arrepende de nos ter criado, continua a vir ao nosso encontro, a restaurar o que sentíamos estar perdido e a alimentar a nossa esperança de que ainda é possível curar a nossa Casa Comum, o seu projeto de amor.

Obrigada, Senhor, por não desistires de nós, mesmo quando não merecemos a tua atenção e o teu amor. Obrigado por tantos que colocam os seus dons no cuidado da criação e na construção de um mundo melhor. Dá-me a coragem para combater a preguiça que me impede de ser mais ecológica e de ir ao encontro dos mais frágeis que necessitam desta água que dá vida, e vida em abundância. E a não deixar de acreditar na providência de Deus.

 MÚSICA PARA O DIA DE HOJE



PROPOSTAS PARA VIVER O DIA EM ORAÇÃO

Vamos reservar 45m a 1h para rezar e apreciar a oportunidade de poder parar para estar com o Senhor. Se possível, escolho um lugar ao ar livre, onde os meus sentidos possam ser também parte da minha oração.

Podemos começar por meditar um pouco sobre a leitura de Ezequiel. Tenho consciência, a cada dia, hoje, da variedade, da riqueza, da vida que me rodeia? Mesmo na cidade, onde essa vida muitas vezes é ruidosa e confusa? Tenho consciência do valor da água, sem a qual essa vida nunca poderia existir? Como é a minha relação com a Criação?

O que me impede de ver os frutos da água viva que Deus faz transbordar nas nossas vidas? Reconheço o Seu amor criador e fecundo em mim, na natureza, no mundo, nos outros?

Penso um pouco em como é frágil este equilíbrio. O que posso fazer para proteger aquilo ou aqueles que são mais frágeis?

Termino a agradecer por coisas ou pessoas concretas que estas pistas trouxeram à minha oração.

Boa oração!