A Palavra de Deus:
Depois,
Deus disse: «Façamos o ser humano à nossa imagem, à nossa semelhança, para que
domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais
domésticos e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.» Deus criou o
ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou homem e mulher.» (Gen 1, 26-27)
Ó Senhor, nosso Deus, como é
admirável o teu nome em toda a terra! Adorarei a tua majestade, mais alta
que os céus.
Da boca das
crianças e dos pequeninos fizeste uma fortaleza contra os teus inimigos, para
fazer calar os adversários rebeldes.
Quando
contemplo os céus, obra das tuas mãos, a Lua e as estrelas que Tu criaste: que
é o homem para te lembrares dele, o filho do homem para com ele te preocupares?
Quase fizeste dele um ser divino; de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe
domínio sobre as obras das tuas mãos, tudo submeteste a seus pés: rebanhos e
gado, sem exceção, e até mesmo os animais bravios; as aves do céu e os peixes
do mar, tudo o que percorre os caminhos do oceano. (Sl 8, 2-9)
Magistério
da Igreja:
Encíclica
Magnifica Humanitas
– Papa Leão XIV
“Evitemos, portanto, a “síndrome de Babel”: a idolatria do
lucro, que sacrifica os mais fracos; a uniformidade, que anula as diferenças; a
pretensão de uma linguagem única – mesmo digital – dedicada a traduzir tudo em
dados e desempenhos, inclusive o mistério da pessoa. Este é o risco da
desumanização: construir o futuro excluindo Deus e reduzindo o outro a um meio…”
(nº 10);
“Na era da inteligência artificial, em que a dignidade humana
corre o risco de ser ofuscada por novas formas de desumanização, temos o
dever urgente de permanecer profundamente humanos, salvaguardando com amor
essa magnífica humanidade, que nos foi plenamente dada e manifestada em Cristo,
e que jamais alguma máquina poderá substituir no seu esplendor. O verdadeiro
progresso nasce sempre de um coração aberto ao outro, de uma inteligência
disponível para ouvir, de uma vontade que procura mais o que une do que o que
separa” (nº 15);
“… rezemos, planifiquemos com sabedoria, trabalhemos com
perseverança, recolocando Deus no horizonte do nosso agir e o ser humano no
centro das nossas escolhas. Então, as pedras rejeitadas – os pobres, os
doentes, os migrantes, os pequenos – tornar-se-ão a pedra angular, e na terra
erguer-se-á uma sólida e acolhedora morada comum, onde o amor e a verdade
finalmente se encontrarão e a justiça e a paz se beijarão (cf. Sl 85,
11). Esta é a bênção que imploramos de Deus e a tarefa que nos espera: ser
construtores de comunhão…” (nº 16).